ADMINISTRAÇÃO - Comodoros

Adriano Borges Martins (1954/55 e 1958/59)

Adriano Borges Martins

O primeiro Comodoro do Iate, assumiu o cargo em 1.º de maio de 1954, data de criação do clube. Ocupou o cargo em duas oportunidades, sempre com competência e bons resultados. No seu primeiro mandato, foi responsável pelo processo de escolha do local onde funcionaria o clube e pela construção da infra-estrutura inicial, que contava com instalações para os barcos, banheiros, restaurante e um poço com bomba manual. Lançou no mercado as primeiras 100 ações do Clube. Em sua segunda etapa como Comodoro, fez importantes obras, como a ampliação da garagem dos barcos, a substituição da rampa por guindaste, a construção de um moderno flutuante e de uma escada com pilastras intermediárias, além de ter sido responsável pela arborização das áreas internas e externas do clube.


Oswaldo Studart Neto (1955/56)

Oswaldo Studart Neto

Assumiu o cargo em maio de 1955. Deu continuidade às obras de construção da primeira sede do clube, demonstrando capacidade de agregar os sócios em torno do objetivo comum. Entre as obras feitas, podem ser destacadas a ampliação do balcão de madeira do clube e dos banheiros, além da construção da caixa d'água. Em sua gestão, o clube começou a se consolidar na sociedade cearense, conquistando novos sócios e atraindo a atenção de entidaes com as quais promoveu uma forte aproximação, caso da Marinha do Brasil e da Capitania dos Portos do Ceará. Recebeu a visita no Iate de Jorge Geyer, então um dos maiores líderes do iatismo no Brasil, o que serviu para incentivar ainda mais os sócios e praticantes do esporte náutico no Ceará.


Jório Juaçaba (1956/58)

Jório Juaçaba

Com o apoio da Diretoria e de todos os sócios, deu início ao projeto de construção da nova sede, inicialmente com a mudança da sede para um outro terreno, maior e mais adequado. Para tal, contou com o apoio de várias autoridades locais, além de órgãos como o Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis, a Marinha do Brasil e a Capitania dos Portos do Ceará. Em seu mandato, ergueu o galpão para os barcos e o abrigo provisório para as atividades sociais. Foi um grande incentivador de competições esportivas, em especial de navegação à vela. Deu início à parceria entre o Iate e as tripulações de embarcações estrangeiras que aportavam no Ceará, criando um intercâmbio internacional e projetando o nome do Iate Clube.


Antonio Belarmino A. Cavalcante (1959/61)

Antonio Belarmino A. Cavalcante

A primeira meta administrativa do quarto Comodoro da história do Iate Clube foi uma reforma administrativa, com uma mudança parcial nos estatutos, extinguindo o voto por procuração. O novo estatuto serviu de exemplo para outros Iates Clubes. Em seu mandato, foram construídos o bar e o restaurante do clube, com uma plataforma sobre o mar, um novo flutuante, urn novo sistema de escadaria e a montagem de um guindaste automático, além de ter sido concluída a construção da futura sede social. Em sua gestão, foram ampliadas as ações de ajuda a comunidades carentes, em especial nas operações de auxílio de salvamento às vítimas das cheias do açude Orós, em 1960.


Laerte Moreira de Castro Alves (1964/66)

Laerte Moreira de Castro Alves

Assumiu em meio às transformações políticas acontecidas após o dia 31 de março de 1964. Dentre as inúmeras ações, destacam-se o amarramento e a construção das cintas de concreto das colunas e do galpão de barcos, afixação do flutuante das embarcações, o balizamento dos obstáculos que constituíam perigo para a navegação e a construção do muro que cercou a sede, entre outras obras. Na área social, promoveu diversas festas e reuniões familiares, além de ter instituído a famosa Festa do Hawaii, evento que se tornaria uma das marcas do Iate Clube. Na área esportiva, trouxe para o clube o campeonato interclube de pescaria e estimulou a prática da motonáutica e do ski, modalidade esta para a qual foi construída a primeira prancha do nordeste para competição.


José Valdo Cabral Ferreira (1968/71)

José Valdo Cabral Ferreira

Atento ao lado social dos freqüentadores da sede do clube, colocou como meta principal a construção de uma piscina. Para tanto, criou ações extras entre os associados e viabilizou a criação desta nova opção de lazer. Tinha ainda o objetivo de fazer os sócios e freqüentadores permanecerem o maior tempo possível nas dependências do clube. Para atingir esta meta, providenciou também uma reforma no restaurante e agendou um movimentado calendário de festas. Passou o bar para exploração do próprio clube, gerando uma nova fonte de renda. Trabalhou ao longo de sua gestão de forma honesta, constante e dinâmica, mas sempre com simplicidade e dividindo as tarefas com o Conselho e a Diretoria Administrativa.


Júlio Carlos de Miranda Bezerra (1971/73)

Júlio Carlos de Miranda Bezerra

Sua gestão foi marcada pela construção de uma quadra esportiva para a prática de futebol de salão, de vôlei e basquete. Esta iniciativa permitiu o desenvolvimento de outros esportes, além dos náuticos, fazendo com que os atletas levassem o nome do Iate Clube aos diversos campeonatos disputados em Fortaleza e outros Estados. Foi em sua gestão que tiveram início as primeiras competições na classe Hobbie Cat 14, além de terem sido promovidas ainda diversas provas de outras categorias de vela e de barcos a motor. Na área estrutura, procedeu uma reforma nas bases de sustentação do clube, tendo construído uma cobertura na beira da praia para abrigar os banhistas e substituído a antiga escada que ligava o Iate ao flutuante por outra mais moderna.


Raimundo Nonato Lopes Freire (1973/75)

Raimundo Nonato Lopes Freire

Ao assumir a décima Comodoria da história do Iate Clube, colocou como missão principal a promoção, divulgação e desenvolvimento dos esportes náuticos no Ceará. Para tanto, incentivou os associados a adquirirem barcos à vela ou motor, promoveu junto com outros clubes sociais locais competições nessas duas categorias e criou a Federação de Barcos a Vela e a Motor do Ceará, em 1973, marcando uma nova era na história do iatismo cearense. Concluiu um hangar com três andares, corn área coberta de aproximadamente 1.050 m2. Uma das mais importantes ações foi a criação e manutenção da cscolinha de grau para atender crianças carentes do Mucuripe, bairro onde se localiza a sede do Iate Clube.


Etevaldo Nogueira Lima (1978/85)

Etevaldo Nogueira Lima

Em seu mandato foi comemorado o Jubileu de Prata do Iate Clube, em 1979, com a realização de uma série de atividades sócio-esportivas e que inauguraram uma nova fase na história do clube. Construiu um piano bar, que passou a funcionar como o cartão de visitas do clube. Substituiu o sistema de tratamento de água das piscinas e equipou as instalações do clube com centrais de ar condicionado. Inaugurou o parque infantil, o escritório para secretaria e tesouraria, a sala de estar, a sala de jogos e divertimentos, a torre de abastecimento de energia elétrica e um novo flutuante. Adquiriu uma lancha de salvamento, dando maior apoio e segurança aos praticantes de iatismo. Implantou uma reforma administrativa que modernizou as relações do clube com seus sócios. Realizou festas concorridas na sociedade cearense durante as principais datas do calendário social da cidade, tendo lançado a Festa do Chitão. Caracterizou-se por uma administração eficiente e moderna.


Antonio Gil Fernandes Bezerra (1985)

Antonio Gil Fernandes Bezerra

Grande velejador, fazia questão de participar dos diversos campeonatos de vela realizados pelo Iate Clube. Em sua breve administração, iniciou o aterro do estacionamento, reformou os banheiros e construiu o mastro interno onde futuramente seriam instalados os belos jardins do Iate, também idealização sua. Devido a compromissos empresariais, não pode concluir seu mandato, mas deixou sua marca.


Francisco Martins de Lima (1961/64, 1975/78 e (1985/2004)

Francisco Martins de Lima

Foi o único a ocupar a Comodoria em três oportunidades distintas. Em todas as suas gestões, mostrou dinamismo e viabilizou importantes conquistas para o clube. Muitas de suas ações foram voltadas para a melhoria das instalações do clube. Nas duas primeiras gestões, garantiu a realização de uma série de reformas na sede social da época, com a construção de um bar próximo à piscina, vestuários, centro de atendimento médico e o ajardinamento de áreas comuns do clube. No seu terceiro mandato, foi o responsável pela construção e inauguração da atual sede do Iate, com toda a modernidade que caracteriza seu projeto arquitetônico e sua estrutura. A nova sede dispunha ainda de uma estrutura administrativa ideal para a modernização dos contatos entre o clube e seus sócios. A área náutica também recebeu atenção, em especial com a ampliação do embarcadouro e a construção de um novo flutuante com 50 metros de comprimento e capacidade para 30 lanchas. Foi responsável pela interiorização do iatismo, promovendo competições em municípios da região Metropolitana de Fortaleza e do Interior do Estado, além de ter realizado diversas provas de âmbito nacional e internacional não apenas de barcos a vela, mas de lanchas de corrida dos tipos SC e SE. Com o apoio do Almirante Façanha, conseguiu junto à Marinha do Brasil um mastro de marinha, hoje fixado nas dependências do clube. Construiu a lancha "Comodoro", que serve de apoio e de veículo de salvamento em competições.


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