 | Algumas cédulas da segunda família do real. A substituição ocorrerá gradualmente, segundo o Banco Central | Após quase 16 anos de circulação, o real ganhará a partir deste ano uma nova família de cédulas, que foram redesenhadas para dificultar a falsificação e facilitar o reconhecimento das notas pela população, incluindo os deficientes visuais. Não será necessário correr aos bancos para fazer a troca do papel moeda, pois a substituição será feita à medida que as cédulas atuais se desgastem.
Com mais itens de segurança, as cédulas também serão impressas em tamanhos variados, de acordo com o valor. Ou seja, a nota de R$ 2 será menor que a de R$ 5, e assim por diante. Apenas a nova nota de R$ 10 terá o mesmo tamanho de hoje. As cédulas de R$ 50 e R$ 100, alvos preferenciais de fraudes, devem começar a circular já a partir de maio. Já os outros valores serão liberados ao longo dos próximos dois anos.
Segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda), a renovação da moeda vem em um momento no qual a atividade econômica em expansão necessita de mais meio circulante. Ele afirmou que o novo dinheiro será emitido dentro de padrões tecnológicos compatíveis com os usados na fabricação das cédulas de euro. Para a fabricação da nova família, a Casa da Moeda investiu cerca de R$ 400 milhões nos últimos anos, dos quais R$ 260 milhões foram gastos com a compra de máquinas de impressão. Assim, a estatal também poderá atender às exigências para a impressão de dinheiro de outros países. Devido à maior complexidade das cédulas, o custo de emissão deve aumentar até 28%. Atualmente, gastam-se R$ 168 para cada lote de mil notas impressas. Falsificações, segundo o governo, causaram prejuízo de R$ 23,5 milhões em 2009.
Consolidação
O presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que a substituição ajuda na consolidação do real como moeda de longo prazo. "O real passa a ser uma reserva de valor e parte da população pode optar por mantê-lo guardado em casa." A impressão das novas moedas de real custará entre 25% e 28% a mais, de acordo com o BC. Isso significa que o custo anual poderá subir dos atuais R$ 300 milhões para R$ 384 milhões. Por outro lado, a expectativa é que as novas notas - com itens de segurança mais modernos e tamanhos diferentes- dificulte a vida dos falsificadores, diminuindo os gastos por conta de fraudes. Em 2009, o prejuízo por conta de falsificações somou R$ 23,5 milhões.
Entre as mudanças para aumentar a segurança está maior tonalidade na marca d´água, que poderá ser colorida. Além disso, a marca d´água trará o animal de cada nota, como já ocorre nas notas de R$ 2 e R$ 20. Outra diferença é que o registro coincidente visto no contraluz formará o número que corresponde ao valor de cada nota. As novas notas terão ainda tamanhos diferentes: a nota de R$ 10 terá o tamanho das cédulas atuais. Cédulas de menor valor terão tamanho menor e, de maior valor, serão maiores. Existem 4,2 bilhões de notas em circulação. A previsão é que a substituição das notas, que começará no primeiro semestre, seja concluída em 2014.
 | Anúncio das novas notas: entre as mudanças para aumentar a segurança está maior tonalidade na marca d´água, | |